
A mágoa é uma ferida que o tempo não cura sozinho, porque ela se alimenta do que foi não resolvido. Cada vez que recordamos a ofensa, revivemos a dor — e é como se a ferida se abrisse novamente.
O ressentimento é a repetição da dor. É como assistir inúmeras vezes ao mesmo filme triste esperando que o final mude. Mas o que realmente muda é o olhar: quando compreendemos que o perdão é um ato de libertação, a história ganha novo sentido.
Perdoar não é aprovar o que foi feito. É decidir não carregar mais o que não pertence à nossa paz. É entregar o passado à vida e seguir mais leve, sem a necessidade de ter razão.
A mágoa aprisiona, o perdão liberta. E quando libertamos o outro dentro de nós, somos nós que respiramos novamente.
O perdão não é o fim da dor — é o começo da liberdade.
